ppm, mg/L e g/m³: a única conversão que você precisa saber
Se você entender uma única equivalência deste texto, todas as dosagens de piscina viram conta de cabeça.
1 ppm = 1 mg/L = 1 g/m³
Por que os três são a mesma coisa
Não é aproximação nem regra prática: é definição, com um passo que a água doce garante.
ppm significa partes por milhão. Em massa por volume, uma parte por milhão é um miligrama por litro — porque um litro de água pesa aproximadamente um quilo, e um miligrama é a milionésima parte de um quilo.
E de mg/L para g/m³: um metro cúbico tem 1.000 litros. Se cada litro tem 1 mg, o metro cúbico tem 1.000 mg — que é exatamente 1 grama.
Logo: 1 mg/L = 1 g/m³.
Por que isso resolve tudo
Porque a unidade de medida do kit de teste (ppm) passa a ser diretamente a unidade de dosagem (gramas por metro cúbico).
Quer subir o cloro livre em 1 ppm numa piscina de 38 m³? São 38 gramas de cloro puro. Sem fator de conversão, sem tabela, sem multiplicador escondido.
É por isso que este site trabalha o volume em m³ e não em litros nas contas de dosagem. Litros é a unidade que as pessoas falam; m³ é a unidade em que a conta fecha sozinha.
A fórmula-mãe
dose (g) = Δppm × volume (m³) ÷ fração de cloro ativo
Subir de 0,5 para 2 ppm numa piscina de 38 m³: a diferença é de 1,5 ppm, e 1,5 × 38 = 57 g de cloro puro. Com hipoclorito de cálcio a 65%, 57 ÷ 0,65 = 87,7 g de produto.
Três operações. É toda a matemática da dosagem de cloro.
Vale para tudo, não só cloro
A mesma identidade resolve:
- sal: 3.500 ppm em 38 m³ são 133.000 g, ou 133 kg
- ácido cianúrico: 40 ppm em 38 m³ são 1.520 g
- alcalinidade: 20 ppm em 38 m³ pedem 1.275,8 g de bicarbonato, aplicando o equivalente do composto
- dureza: 100 ppm em 38 m³ pedem 5.582 g de cloreto de cálcio di-hidratado
Nos dois últimos entra um passo a mais — o equivalente-grama do corretivo —, mas a base é a mesma.
O erro que essa identidade evita
Muita gente converte litros para galões, aplica uma tabela americana em libras por dez mil galões e volta para gramas. Cada conversão é uma chance de errar, e o resultado costuma sair com um fator perdido no caminho.
Trabalhando em ppm e m³, não há conversão nenhuma para errar.
Uma ressalva honesta
A equivalência assume densidade da água próxima de 1 kg/L, o que é verdade para água doce em temperatura de piscina. Em água salgada de clorador, a densidade sobe um pouco — e o erro que isso introduz é de fração de por cento, irrelevante para dosagem.
O que não é irrelevante é errar o volume da piscina. Esse sim contamina tudo, na mesma proporção.